De todos os enigmas determinantes para o sucesso da humanidade será difícil discordar que, na actualidade, um dos primeiros enigmas a assolar a mente de uma pessoa ainda em estado pequeno, é a dúvida sobre a existência do senhor barbudo cujo volume de anca ameaça o sucesso da sua técnica de descer chaminés!

O próprio processo de caracterização da imagem actual do Pai Natal reflecte a importância de alguns aspectos importantes no desenvolvimento infantil.

A imagem folclórica do personagem é o culminar da inspiração num personagem do panteão católico, o Santo Nicolas, que, segundo reza a história, dedicou uma boa parte da sua existência a ajudar os mais desfavorecidos. A marca Coca-Cola, nos anos 30, vestiu o personagem de vermelho e utilizou-o como mascote da marca, tornando-o num ícone de várias gerações.

Certamente que o valor em questão não é o facto de servir o estimulo ao consumismo enquanto imagem de marca, mas sim ser um personagem que estimula o imaginário infantil, uma das mais importantes ferramentas para a descoberta do mundo.

Embora se possa julgar que a educação implique mostrar às crianças a realidade de uma forma objectiva, desmistificando as fantasias de uma forma racional, ou crua diga-se, na verdade o papel do adulto será permitir que a criança descubra os limites da realidade com segurança. Permitir que uma criança sonhe é deixá-la existir, consentir que ela tenha o prazer de descobrir a sua própria realidade. Uma resposta à questão da existência do Pai Natal não será carinhosa se for uma confirmação ou uma negação, mas sim se for um estímulo a viver o entusiasmo de ser criança e poder fantasiar.

Uma dica? Imagine com a criança!

O pai natal existe? Não sei… O que já sabes sobre ele?