A psicoterapia psicanalítica é, acima de tudo, um processo direccionado para o crescimento pessoal, para o amadurecimento enquanto ser humano e para o auto-conhecimento. 
Embora as principais causas para a procura de uma terapia sejam principalmente sintomas – fobias, depressão, inadaptação a diversos contextos, baixa auto-estima, etc. -, a psicoterapia psicanalítica também está direccionada a pessoas que queiram viver uma vida mais rica, aprofundando a consciência sobre o próprio ser e para compreender o sentido da própria vida.

Em ambos os casos a psicoterapia psicanalítica é uma opção.

A psicoterapia psicanalítica é um processo altamente individualizado que, ao contrário de outras terapias/aconselhamentos, não implica um programa para as sessões, nem é decidido o que é suposto discutir nas sessões – o paciente é encorajado a falar livremente sobre o que lhe ocorrer para que através do esforço conjunto do terapeuta e do paciente se compreender o impacto do comportamento, relação e sentimentos na vida deste.

Assim, pode desmistificar-se a ideia generalizada de que a psicoterapia é direccionada para uma população altamente disfuncional mentalmente. Uma noção essencial é a desconstrução do conceito de “doença mental”. Erroneamente é aplicado de forma pejorativa ao sofrimento emocional do ser humano e, assim, ninguém pode ser julgado pelo seu sofrimento, nem pelas proporções do mesmo.

O processo terapêutico permite ao sujeito trabalhar o seu sofrimento e, ademais, ajudá-lo a evoluir enquanto pessoa. Ou seja, pelo auto-conhecimento a pessoa poderá compreender os seus limites, as suas motivações e os seus medos e toda a sua condição enquanto ser
humano.

Neste sentido, não se procura concretamente uma ‘cura’, mas sim uma mudança que também implica o superar dos sintomas.

Na psicoterapia psicanalítica este trabalho é feito através da relação com o terapeuta, com sessões regulares, o que permite perceber a forma como o sujeito se relaciona com ele próprio e com o mundo.

 

É comum a crença de que um apoio psicológico é o mesmo do que fazer uma psicoterapia, o que não é correcto.

O esclarecimento do utente é necessário para que a escolha do tratamento seja o mais informada possível.

Na base das práticas em questão está a formação do técnico e a base teórica que orienta o seu trabalho.

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Relativamente ao Apoio Psicológico este é praticado por um técnico com formação em Psicologia Clínica, a qual normalmente se prolonga por 5 anos e é feita numa universidade.

A nível prático, este tipo de apoio tem única e exclusivamente o objectivo de dar apoio ao paciente numa fase de vida em que o equilíbrio psicológico é posto em causa por algum evento repentino (e.g. falecimento de um familiar, transição entre fases de vida, etc.). Este acompanhamento é de curta duração e espera-se que o paciente, no final do acompanhamento, tenha restabelecido o seu estado emocional anterior à situação que provocou a procura de ajuda.

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Um psicoterapeuta normalmente é um psicólogo ou psiquiatra que prolongou a sua formação numa sociedade cientifica, com regras de admissão especificas, que o certificam como apto à prática da psicoterapia.

Uma psicoterapia é um processo que visa a mudança interna do paciente sendo que no final da terapia é suposto que o paciente reconheça diferenças na sua maneira de se pensar e de estar na vida, o que implica um acompanhamento prolongado e mais aprofundado do que no apoio psicológico.

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Existem, também, diferentes linhas teóricas no ramo das psicoterapias, havendo dois grandes eixos de intervenção:

cognitivo – que se foca na mudança do comportamento;

psicanalítico que  através do aprofundar do auto-conhecimento do paciente visa uma alteração natural da as suas dinâmicas de vida.

A psicanálise destaca-se das outras correntes na concetualização de que a essência do sujeito está na sua capacidade de se pensar autonomamente e de que a intervenção com o paciente vai além da mudança focada no comportamento.

A psicanálise é a única prática que trabalha o inconsciente do paciente, ou em traços gerais, a parte da mente que tem acção na forma de pensar sem que este tenha noção do que se processa.

O trabalho psicoterapeutico no Consultório :: Nuno C Sousa :: firma-se no trabalho psicanalítico.